domingo, 9 de novembro de 2008



Primeiro Passo no Esporte

A prática esportiva como instrumento educacional visa o desenvolvimento integral das crianças, jovens e adolescentes, capacita o sujeito a lidar com suas necessidades, desejos e expectativas, bem como, com as necessidades, expectativas e desejos dos outros, de forma que o mesmo possa desenvolver as competências técnicas, sociais e comunicativas, essenciais para o seu processo de desenvolvimento individual e social.O esporte, como instrumento pedagógico, precisa se integrar às finalidades gerais da educação, de desenvolvimento das individualidades, de formação para a cidadania e de orientação para a prática social. O campo pedagógico do Esporte e um campo aberto para a exploração de novos sentidos/significados, ou seja, permite que sejam explorados pela ação dos educandos envolvidos nas diferentes situações.Alem de ampliar o campo experimental do individuo, cria obrigações, estimula a personalidade intelectual e física e oferece chances reais de integração social.

Semana da Capoeira

A capoeira é potencialmente alegre e provedora de alegrias. A começar pelas multiplicidades de facetas que ela apresenta. Dança, jogo, luta, esporte, cultura, folclore, história, filosofia de vida. Ela é capaz de comportar em um mesmo ambiente os anseios mais diversos e satisfazê-los de modos distintos. Didaticamente, a capoeira oferece condições para se despertar a alegria e o interesse pelo saber.
A Capoeira é por essência um ambiente de múltiplas interações pessoais que propiciam, através das varias situações que se apresentam uma melhor percepção do aluno de si e dos outros, tanto externamente, nas suas potencialidades físicas, como internamente. Desde o seu surgimento, por toda a sua história e até os dias atuais, o contexto da capoeira traz consigo o desafio, um constante desequilibrar e reorganizar das estruturas: físicas através de seus movimentos às vezes tão naturais, às vezes tão incomuns a outras atividades; cognitivas quando da não determinação de respostas fixas, obrigando o aluno a exercer uns raciocínios rápidos, coerentes e diferentes a cada situação; emocionais à medida que para cada jogo valerá uma troca de energia diferente, dependendo do outro jogador, podendo ser uma brincadeira descontraída, divertida, uma disputa alegre ou não de capacidades, frustrações quanto a movimentos castrados pelo outro jogador ou satisfações na conclusão deles, ect; morais, pois naturalmente regras de respeito à integridade de cada um surgem, até mesmo por uma questão instintiva de autodefesa, e passam a regular o ambiente lhe conferindo limites saudáveis de convivência coletiva.

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